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sábado, 27 de setembro de 2008

Primavera (s)

Cruzam-se os olhares,
Na paz perpétua
De um saudoso beijo.

Não há mais revolta.
Paira a serenidade,
A tranquilidade intranquila
De todos os desejos.

Tudo se move,
No seu ritmo certo,
Absolutamente certo.

O desfiladeiro,
Não apavora mais
Os olhares inquietos.

O mar,
Enrola-se na areia,
Ao som do canto das sereias.

Na paz dos Anjos,
Se acalentam as tempestades,
Fatigadas,
Do seu peregrinar.

Os segredos
Da vida e da morte,
Já não se ocultam mais.

Os corações despertos,
Estão aí,
Preparados para todos os re-começos.

Eleva-se,
A singela nudez
Dos corpos em comunhão,

A pura leveza
Dos olhares,
Que já não são pálidos,

O riso das crianças,
De olhos claros,
Que a alegria espalham
Por todos os lugares.

A Paz
Torna-se visível,
Perceptível,
Até para os vistos míopes.

O Amor permanece,
No seu devido lugar,
Mesmo que incerto.

A Felicidade regressa,
A todas as almas,
Outrora despedaçadas.

Cantamos,
Sem dor,
Todas as dores.
E o sofrimento torna-se leve.


Isabel Rosete
12/03/08
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