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domingo, 25 de outubro de 2009

Um dia de Sol resplandece
Por entre as águas cristalinas
Tão puras,
Tão imortais,
Tão ancestrais quanto o próprio Homem.

Mas não há Sol
Que ilumine as mentes escuras
Travadas pelas trevas da
Ignorância!

Mas não há Sol
Que entre pelas vidraças,
Húmidas e tristes,
Das casas cinzentas
Votadas ao abandono
Pela (des)habitação do Humano!

Mas não há Sol
Que acalente
Os corações jazidos
Pelo ódio ainda não arrefecido,
Pela vingança irreflectida
Dos espíritos acobardados!

Isabel Rosete
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