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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O que diremos do Destino?


Que já está feito, a priori, por Deus, pela Natureza,

Por qualquer força que por si mesma se move

E nos move sem que a conheçamos,

Algures pairante no grande Mistério?

Que está pré-determinado por

Qualquer espécie de combinação astral

Incógnita?

Que somos nós, entes tão miseráveis

E efémeros, também grandes e gloriosos,

Em certas façanhas, os seus autores e condutores?



Acreditemos ou não, estamos destinados

Seja ao que quer que seja, seja lá ao que for.

É a lei da causalidade física que se impõe,

Imperativa e irreversível,

Apesar do livre arbítrio, apesar da liberdade,

Apesar de um possível comptaibilismo…



O que tiver de ser, desde ou daquele modo, assim será!



Quem poderá desviar o ritmo certo dos caminhos

Já traçados e que se nos escondem nas clareiras já abertas

Ou no emaranhado das silvas das densas florestas?



Há sempre uma causa que nos impulsiona,

Há sempre um estilo que nos move,

Há sempre uma razão, um fundamento,

Que justifica quer o pensamento, quer a acção,

Mesmo que o nosso entendimento não o atinja

De uma forma imediata e espontânea.



Leibniz e o “princípio da razão suficiente”?

Claro. Como poderíamos ignorá-lo se a Vida

Sempre o mostra e presentifica em cada momento?



IR, Ílhavo, 04/01/2008
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