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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Olhos Azuis


Olhos azuis
Cintilam na brancura rosada
De uma face ainda imaculada

São pedras preciosas
Inscritas no alvor da pureza
De uma alma tão grande
Capaz de se dar ao esplendor do Universo

Nos seus finos lábios
Sempre se rasga um sorriso luminoso
Tão incandescente
Quanto a mais bela das estrelas
Deste céu que ainda nos cobre

Que doçura inspira nos que a olham
Na sua inocência de menina
Tão pura
Tão leve…

O mais ténue sopro
Pode arrastar
O seu espírito
Até às profundezas da Terra

Sabe amar como ninguém…

Esses lindos olhos azuis
Fazem transparecer
O amor verdadeiro
Em cada lento
E terno pestanejar

Azul do céu
Azul do mar
Azul da Lua…

Azul
Que reflecte
Um singelo ser
Transparente...

Uma dádiva divina
A infinitude do Ser
Do estar
Do amar
Que lhe é próprio

Azul dos espaços siderais
Azul do infinito
Do ilimitado
De todos os horizontes

Azul de todos os desejos
De todos os instintos
De todas as pulsões

Azul de todos os amores
Da esperança
Do olhar fixo e profundo
Que tudo olha e sempre vê.

Isabel Rosete
9/1/01
03/7/07
(Escrito para a Diana)
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