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sábado, 1 de março de 2008

Aqui estamos nós,
Homens,
Um dia rotulados de “animais racionais”…

Supostamente
Pensantes…

Supostamente
Sensatos…

Prudentes
Previdentes…

Detentores
De um raciocínio lógico-discursivo…

Hipoteticamente
Emersos
No melhor dos mundos possíveis…

Afinal
O que queremos de nós,
Seres errantes?

O que queremos do Mundo
Que em torno de nós
Se desloca
A uma velocidade incomensurável?

Que intentos nos movem?
O que pretendemos?

Apagar
Essa aura de entes
Onde
Um dia
Fomos depositados
Sem que o nosso querer
Fosse chamado a opinar?

Varrer
Este modo de Existência
De caos e de ordem?

Abolir
Este estado
Epimetaico e prometaico
Que sempre nos caracteriza?

Remover
Os des-equilíbrios
De que somos co-autores
E co-produtos
Voluntária
Ou involuntariamente?

Perdemos o rumo
A direcção…

Não encontramos mais
O fio de Ariana
Que comanda o nosso Destino…

Destino?
Mas, que Destino?

O de sermos meros pedaços enredados
De uma humanidade enlaçada
Nas malhas da sua própria teia?

Ariana e a Aranha
Estão sobre a caução do mesmo invólucro
Tão opaco
Quanto transparente
Tão sublime
Quanto miserável…

Ainda podemos falar
Da harmonia heracliteana dos contrários?

Do caos criativo que
Gera a ordem desordenada?

Isabel Rosete
19/01/2001
17/02/08
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