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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cada passo que dás
Meu amor que já não és meu
É o triunfo inglório da glória
Das nossas vidas
Vividas
A ferro-e-fogo
No desejo do estar junto
E do estar só.

Há um tremendo abismo entre nós!

Ainda não o viste
Ainda não o sentiste...
Nessa tua caminhada
Solitariamente acompanhado!

Nunca estou contigo
Mesmo permanecendo e partilhando
O mesmo leito
Irremediavelmente cheio
Do vazio
Da presença ausente de mim.

O teu amor esgota-me a alma
Pela obsessão desenfreada
Que te move e me aureola
Sem intervalos.

A claustrofobia mental
Instala-se
Num instante só.

E, a partir desse momento, já não sou eu
Mas um espaço redondo de lamentações
Que me sufocam a mente,
Que me empedernessem o corpo
Logo despojado do ser
Atrofiado
Sem resposta…

Já não tens mais perdão
Já não és nada de mim
Nem para mim, a não ser…
Um pedaço de mágoa e de dor
Que desprezo e abomino.

Não te pedi para me amares assim!


Isabel Rosete
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