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domingo, 24 de janeiro de 2010

O Mar na Terra dos Ílhavos

O mar que vos trouxe a Paz,
Oh, Ílhavos!
É o mesmo que vos remove as entranhas
Nas sombrias noites de trovoada
Que sob o vosso tecto
Des-falecem.

Sempre em estado de alerta,
Caminhais por todos os Mares,
Pelas areias infinitas
Das praias desertas,
Longínquas,

Ao longe…

Nada se ouve!
Nada se sente!
A não ser o mágico canto
Das Sereias
Que em Terra ficaram!

O luar
Incandesce os vossos olhos,
Ílhavos de ontem e de hoje!
Perante a imensidão
Da linha do horizonte,
Que ainda vislumbrais.

A vossa alma esvaiu-se
Na solidão das marés,
Que sempre vão
E nem sempre,
Vêem.

Nunca se fixam,
Como vós, Ílhavos errantes
Por todas as paragens
Deste Mundo imenso disseminados!

Nunca deixam os mesmos rastos
Ou lastros.
Nunca permanecem
No mesmo lugar!

Trazem um tempo outro
Anunciam outros espaços
Outras vidas
Pelas águas
En-cobertas e des-cobertas
No seu incessante peregrinar.

Isabel Rosete
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