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terça-feira, 1 de junho de 2010

Sinto-me leve.

Abandonei todos os grilhões,
Todos os freios,
Todas as limitações.

A minha alma eleva-se.
Confunde-se com as nuvens
De um céu claro,
Transbordante de placidez.

Fecha,
Por parcos minutos,
Os olhos à hipocrisia,
À mediocridade,
Ao vil,
Ao comum.

Entra,
Por um momento,
Em harmonia consigo mesma
E com o Mundo.

Enaltece-se,
Grandiosa,
Com a imensidão do Universo,
Com a harmonia de todas formas,
Com a perfeição de todos os seres.

Venda-se,
Aos horrores humanos.
Serena,
Por alguns instantes,
Face à efémera ocultação
Do sofrimento.

Pressente as profundezas do Ser,
O âmago das coisas-mesmas,
Tudo o que é e se presentifica
E em concomitância se oculta,
Num tempo outro,
Que é só meu.

Isabel Rosete, in "Vozes do Pensamento", p. 15
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