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domingo, 23 de outubro de 2011


Li a tua carta de ontem

Ao rair da madrugada luminosa.

Não inalei o teu cheiro,

Não ouvi a tua voz,

Não saboreei o teu paladar.

Por isso, não te senti.

Estavas longe, muito longe...

Demasiado longe... Tão longe...

Para chegares até mim!



As tuas mãos já não me tocam,

Os teus olhos já não me enxergam,

A tua alma já não me anima

E o teu corpo já não penetra o meu.



Permanecemos na distância próxima

Da nostalgia que, ainda, nos abala,

Na memória repleta de recordações

De nós, outrora, fundidos numa mesma

Matéria e num mesmo Espírito.



Isabel Rosete, Ílhavo, 19/06/2010

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