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segunda-feira, 19 de março de 2012




Nascimento do semi-heterónimo de Isabel Rosete, "IR" - madrugada de 19 de Março de 2012 – e breve biografia de Maria Isabel Rosete (nome de baptismo)

A propósito da re-leitura de algumas passagens do “Livro do Desassossego”, do semi-heterónimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares, e da revisão do meu próximo livro, “Fluxos da Memória” (a publicar em breve), descobri quem é "Isabel Rosete" e quem é "IR", no que se refere à escrita em poesia ou prosa poética, quem assina com um ou com outro nome, mesmo sendo “IR”, enquanto assinatura, uma abreviatura de “Isabel Rosete”.
Eu, Maria Isabel Rosete, sou uma mulher portuguesa, entre muitas outras, nascida a 5 de Abril de 1965, em Aveiro, fruto das segundas núpcias de Manuel António Rosete (1893-1980) e das primeiras de Maria Candida Rosete (1925-2003). Licenciei-me em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para me tornar Professora, Ensinante e eterna Aprendiz, por vocação, que remonta á minha tenra infância. Enveredei, academicamente, pela investigação na área da Estética e da Filosofia da Arte, desde 1991, na qual me mantenho firme até hoje.
Da paixão pela Filosofia, cada vez mais intensa e revigorante, do estudo dos filósofos, dos poetas, dos literatos, dos pintores e dos mentores da Psicologia clínica e educacional, surge essa outra paixão, arrebatamento total em crescendo, em 2007-2008, que se tem tornado completamente vital: a escrita em poesia, a minha poesia, inspirada nos ensinamentos que colhi e vou colhendo em todos os meus nobres Mestres do Pensamento, da Escrita e da Vida.
Sei que não seria capaz de escrever assim sem as influências da Filosofia Antiga, de Descartes, de Kant, de Nietzsche e de Heidegger, sobretudo; sem Rainer Maria Rilke, Holderlin, Jorge Luís Borges, Jorge de Sena, Fernando Pessoa ortónimo e heterônimo - destacando, entre eles, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos (“Sou tão Álvaro de Campos!”, como costumo dizer frequentemente), Eugénio de Andrade, Teixeira de Pascoaes e Vergílio Ferreira; sem Van Gogh, o pintor e o escritor de cartas, Salvador Dalí ou Magritte; sem Freud e Piaget, entre tantos outros. É facto consumado que venho da Filosofia para a Poesia e que, sem aquela, jamais chegaria a esta. Como afirmam alguns dos meus leitores, faço “Filosofia através da Poesia”.
EU, Maria Isabel Rosete, cedo me tornei apenas Isabel Rosete, porque não me identifico com o nome “Maria”. “Isabel” foi o nome dado por minha mãe em homenagem à Rainha (Santa) Isabel, esposa de D. Dinis, em virtude do milagre do pão transformado em rosas, símbolo da generosidade e da humanidade da Rainha. Rainha não sou; generosa, por vezes; humana, sempre que me é possível.
“Rosete” é a minha grande referência, uma vez que no ser “Rosete” se resumem os traços da minha Identidade com a “chancela” do signo “Carneiro”. A minha personalidade, tão forte quanto sensível, integra quase todos os defeitos e qualidades indicadas por este signo. “Isabel Rosete” é, por estas razões, a minha assinatura de “marca”. “IR”, a minha rubrica.
E como nasce “IR” na qualidade de semi-heterónimo de “Isabel Rosete”, a pessoa e a poeta?
Eu, Isabel Rosete, assino como "Isabel Rosete", sempre que escrevo na primeira pessoa do plural, "Nós", isto é: Eu e todos os outros seres humanos que partilham e não partilham do meu pensamento e da minha voz erguida no seio das reflexões filosóficas, psicológicas, sócio-políticas, éticas, estéticas e humanitárias; Eu como cidadã do Mundo, de todos os Mundos reais e possíveis; Eu um ser crítico e até mordaz, que se revolta visceralmente com os indignos feitos dos Homens, pautados pela hipocrisia, pela inveja, pela intolerância, pelo preconceito, pela violência sanguinária, pelos desequilíbrios ecológicos, pelas guerras feitas em nome da Paz adiada.
EU, Isabel Rosete, assino como "IR", quando escrevo na primeira pessoa do singular,"Eu", isto é: Eu e apenas Eu no meu mundo interior; Eu e apenas Eu na minha intimidade mais profunda, que desce até às entranhas do meu sentir; Eu e apenas Eu nos versos que se soltam do meu pensamento sobre mim mesma – em modo de auto-crítica, em virtude da busca constante da perfeição do meu ser e do meu estar - e sobre todos aqueles que passaram e passam na minha vida, deixando na minha alma e no meu corpo as suas marcas mais gloriosas ou mais tremendas. Eu e apenas Eu na minha Identidade assumida, longe das máscaras e da dissimulação, que abomino.
O que há de comum na poesia, em particular, e na escrita, em geral, em “Isabel Rosete” e “IR”?
Ambas escrevem para dar voz alta à sua alma e ao seu corpo, envoltos nas labinrínticas teias do Pensar e do Sentir, em nome da transparência de cada palavra, da lucidez minuciosa de cada sílaba, da singela pureza de cada vogal, da sinceridade de cada consoante. Ambas escrevem em nome do Verbo que liberta e purifica, que diz as coisas-mesmas no acto original e originário do seu ser.

Isabel Rosete
19 de Março de 2012
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