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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cansas-me, por Isabel Rosete

Estou cansada desse teu olhar que me despe
Cheio de mágoas e de frustrações;
Estou cansada desses teus olhos esbugalhados
Que me sorvem, sem piedade,
Pelo egoísmo de me possuíres,
Tão intensamente, que me exaures
O corpo e me desgastas a alma;
Estou cansada desse teu suor, desbravador,
Durante e depois do Amor;
Estou cansada dessa tua obsessão, desmedida,
De me quereres, sempre, dentro de ti
Mesmo quando estás ausente,
Algures, em qualquer lugar.

 Cansas-me de sufoco sempre que
A claustrofobia mental se instala
Em mim pela obsessão do teu amor;
Cansas-me quando beijas a minha boca
Mais que embebida nessa tua saliva
Que me amordaça a mente.

Tudo, no teu amor, é repleto de cansaço.
Um cansaço de tédio, que é mais do que cansaço.

Não te suporto mais!
Isabel Rosete



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