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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

 OS MEUS AMORES, por Isabel Rosete

Os meus amores vão-e-vêm
Tão firmes e tão efémeros,
Tão nostálgicos e tão saudosos!

São eternos instantes de prazer,
Guardados pela memória que os presentifica,
Em todos os momentos de solidão;
São pedaços de mim,
Estilhaçam-me o peito,
Inquietam-me o Espírito, sem Paz;
São revoltosos, transpiram um desassossego
Megalómano, trans-luzem a impaciência
Em efervescência do meu estar-só.

Os meus amores são ansiedade em estado líquido,
Exausto devir de adrenalina pura,
Correntes sanguíneas em excitação;
Estares explosivos, impulsivos,
Gritantes… algozes, gladiadores,
Anjos-da-guarda sem guarda de nenhuma;
Não compactuam com as regras impostas,
Ultrapassam todos os limites,
O convencionalmente estabelecido,
Os freios hipócritas da moral instituída.

Os meus Amores são Excesso,
Hipérbole, des-medida,
Deflagração perene do Sentir;
Não se contêm mais dentro de mim,
Nem dentro de si;
Vagueiam pelo espaço libidinal
De um Universo ilimitado
Sem o princípio e o fim
De qualquer emoção percorrida.

Isabel Rosete
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