sexta-feira, 5 de outubro de 2012


"TORMENTA DO AMOR", por IR

"Amo-te nos confins dos mares mais distantes
E já não suporto mais essa saudade
Que me sufoca e atormenta.

A tormenta do amor nasce no sobressalto
Do meu corpo, agora só,
Da minha alma, agora descompensada
Pela tua ausência tão..., tão… longa.

Prometeste-me o teu amor!
Porque não voltaste?
Porque não me acompanhas mais?"

IR (semi-heterónimo de Isabel Rosete)

sábado, 14 de julho de 2012


BRILHOS, por IR

Neste dia radiante de Sol
Estou só, completamente só,
Esperando o brilho do teu calor,
Meu amor sempre esperado,
Em cada réstia da luz mais ténue.

Não sei se te alcanço.
Não sei se me alcançarás
Quando menos te espero,
Ao fim de uma tarde pardacenta:
- Depois do adormecer dos pássaros,
- Depois do silenciar-se dos rios,
- Depois de eu des-falecer,
- Depois da noite se acabar em lágrimas,
- Depois do riso tornado choro
[No desalento da minha pobre
Alma depenada]
- Depois da morte me chegar
E de me levar para um qualquer Paraíso
Incerto dos amores des-encontrados,
Ou para um qualquer Inferno
[Com ou sem chamas ardentes]
Dos desejos pecaminosos,
… … … …
Permaneço, agora, em silêncio de espera
No alto do meu monte agreste
De lamentações constantes.

IR, Ílhavo, 06/07/2012

terça-feira, 12 de junho de 2012


Um dos grandes problemas do Mundo em que vivemos reside no facto, tão simples e tão complexo, de termos perdido a CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA, de pensarmos que já não somos mais parte integrante da Natureza, que estamos acima ou para além dela, que a podemos manipular a nosso bel-prazer, sem medir as consequências nefastas que daí advêm.
Isabel Rosete

Não confundo Filosofia e Ciência com Religião. Não sou fundamentalista, nem dogmática. Também não tenho uma mente quadrada, mas redonda, ou seja, uma mente completamente aberta a todos os tipos de Saber e de Mundividências.
Cada uma tem o seu lugar próprio e apresenta a sua visão e interpretação do Mundo possível, entre muitas outras. Ponto final parágrafo e sem travessão.
Isabel Rosete

Portugal: Uma Pátria desolada nos confins da Europa. Outrora, vitoriosa, no “reino cadaveroso da cultura”.
Portugal: um Povo, uma massa de gente deslumbrada, com outros modos de fazer mundos, com os Mundos de outras Pátrias, não perdidas nas marés do assombro.

Isabel Rosete