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domingo, 19 de setembro de 2010

Ah a singeleza do simples
Que enobrece a minha Alma
Sedenta do Puro, do Maior,
Do Primordial, do Princípio,
Do Começo do Começo, onde,
Um dia, tudo brotou na sua
Nudez originária, no desassombro
Daquela luz tão límpida, agora apagada
Pelas raízes negras das trevas do Mundo!
Porém, não se foi, de todo.
Corre-me no sangue, percorre-me todo o corpo,
Essa necessidade absoluta do primogénito,
Da inquietante estranheza inicial
Encarcerada, depois do Paraíso, na cápsula do
Social que olvidou, por mera conveniência estratégica,
Essa dimensão tão genuína, onde, apesar tudo,
O convencionalismo não encontrou, não encontrará,
Jamais, o seu lugar.
Há sempre a aura das essências não corrompidas
Que resta, mesmo que escondida num lugar incógnito,
Com o seu escudo, só para alguns, penetrável.

Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2008
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