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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vagueamos por todos os caminhos

Aqui estamos nós, Homens,

Um dia rotulados de “animais racionais”.
Supostamente pensantes,
Supostamente equilibrados,
Supostamente sensatos,
Prudentes, previdentes,
Detentores de um raciocínio lógico-discursivo.
Hipoteticamente emersos,
No melhor dos mundos possíveis.

Afinal, o que queremos de nós,
Meros seres errantes?

O que queremos do Mundo
Que em torno de nós se desloca
A uma velocidade incomensurável?

Que intentos nos movem?
Por que causas lutamos?
O que desejamos?

Apagar essa aura de entes onde, um dia,
Fomos depositados, sem que o nosso querer
Fosse chamado a opinar?

Varrer este modo de Existência
De caos e de ordem indeterminados?
Abolir esse estado epimetaico
E prometaico
Que sempre nos acompanha?
Remover os des-equilíbrios
De que somos co-autores e co-produtos,
Voluntária ou involuntariamente?

Perdemos o rumo, a direcção.
Vagueamos por todos os caminhos
E o fio de Ariana,
Que comanda o nosso Destino,
Não encontramos mais.

Destino? Mas, que Destino?
O de sermos meros pedaços enredados
De uma humanidade enlaçada
Nas maquiavélicas malhas da sua própria teia?

Ariana e a Aranha estão sobre a caução
Do mesmo invólucro.
Tão opaco, quanto transparente,
Tão sublime, quanto miserável,
Tão glorificador, quanto condenável.

Mesmo assim, ainda podemos falar
Da harmonia heracliteana dos contrários?
Do caos criativo que Gera a ordem
Deste Mundo incógnito?

Isabel Rosete

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