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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sol que brilhas e iluminas a minha alma, IR


Sol que brilhas e iluminas a minha alma

Aqueces o meu corpo, tão só.

Como te amo na tua natural formosura.

És perfeito, Astro dos Astros,

Imensamente grandioso.

Por favor não te extingas.

Que faria da vida sem a tua luz

E sem o teu calor?


A tua majestade, aí altivo, nem ao meu alcance,

Nem ao de ninguém – enobrece-me a mente

Que, pouco a pouco, se torna clara.


Libertam-se ideias, tão brilhantes como tu,

Reflexos translúcidos nas águas

Onde te derramas, qual espelho infinito

Dos labirintos intra-mundanos que se

Espraiam nessas águas em movimento

Perpétuo; águas peregrinas que nos

Conduzem á confluência de todos os Mares.

Aí, os espelhos intersectam-se

E a visão dos mundos é imensa.


Tudo se mostra na frente e no verso.

Já não há véus. Já não há sombras.

Apenas a Verdade em todos

Os seus reflexos, desveladamente diáfanos.


Espera! Não te vás, ainda!


Preciso de continuar a contemplar-te

Para manter a minha respiração fluída;

Preciso da tua presença para que as minhas

Mãos continuem a escrever;

Preciso da tua companhia para disfarçar

Este meu estar só.


Espera! Não te vás, ainda!
IR, Jardim Oudinot, 12/08/2010

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