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sábado, 17 de setembro de 2011

Na boca do Poeta


O poder das palavras afirma-se

E presentifica todas as coisas,

Visíveis e invisíveis, na boca do Poeta.

A sua força de criação e de re-criação

Vivifica-se no mesmo instante

Em que o Mundo se torna claro,

Apesar dessa obscuridade que o enforma,

Das manchas cinzentas

Que escondem o brilho do Sol,

Ou das nuvens que já não são brancas

E anunciam chuvarada.


Pelas palavras ditas e não-ditas,

Nesse segredo remoto das entranhas,

O Poeta des-vela as essências.

Os artefactos tornam-se visíveis

Na sua opaca limpidez, sem paradoxos,

No deslumbre de uma vida que se rasga

Para não se unir, nunca mais,

Ou para se unir, para sempre.

Isabel Rosete
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