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sábado, 17 de setembro de 2011

Gotas de solidão


Gotas de solidão apertam o meu peito

Amargurado pelas trilhas da vida

Vazias num só e único passo

Deambulante como o vento

Em noites de dilúvio.


Encontro-me em cada gota

Da minha solidão

E da solidão de todos os outros,

Também abandonados

A uma sorte não-escrita,

Não-dita, nem sequer balbuciada

Num qualquer borda - d’água.


Nas gotas da solidão

Invertem-se todos os espelhos,

Que já não são speculum,

Que já não reflectem

A mão ao longe estendida

À minha alma nua e desabitada.

Isabel Rosete
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