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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Na boca do Poeta


O poder gerador das palavras

Afirma-se e presentifica todas as coisas,

Visíveis e invisíveis,

Na boca do Poeta;

A sua força de criação e re-criação

Vivifica-se no mesmo instante

Em que o Mundo se torna claro,

Apesar dessa obscuridade que o enforma;

Apesar das manchas cinzentas

Que escondem a alvorada do Sol;

Apesar das nuvens que já não são brancas

E anunciam as chuvas não esperadas

Numa tarde de Verão.


Pelas palavras ditas

E não-ditas - nas entre-linhas supostas -

Nesse silêncio remoto das entranhas,

O Poeta des-vela as essências

E todas as coisas mortas surgem como vivas;

Os artefactos tornam-se manifestos

Na sua opaca transparência,

No deslumbre de uma Vida que se rasga

Para não mais se unir nos fragmentos estilhaçados

Na memória dos tempos.


- “Nunca mais”… - não é dito pela boca do Poeta!

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