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domingo, 4 de dezembro de 2011

"Na infância do Além-Tejo", por Isabel Rosete - Inédito


Na infância do Além-Tejo

Revejo a paz e a serenidade

Da minha alma espargida

Por entre os campos de palha seca,

Os riachos quase sem água,

Que a seca traz no Solstício de Verão.


As fontes secaram! Mas..., as palavras…

As palavras sempre surgem para dizer

Essa maravilhosa Natureza de tranquilidade.


Tudo está parado e move-se, ao mesmo tempo,

No mesmo lugar.

As cabras regressam das extensas pastagens,

Nutridas, à sua habitação imutável.

Chocalham de satisfação. Quase que sorriem!

Mais um fim de dia!

O Sol ainda vai alto pela indelével fresca

Do final da tarde.


Parte-se o queijo e o pão.

Recolhe-se o leite que conforta o peito

No termo de mais um dia de jorna,

Onde o calor intenso lançou os corpos amortecidos

Nas medas de feno para a sesta habitual

De recuperação de novas energias.


Nas horas altas da noite

Sento-me por debaixo do céu estrelado,

Tão claro..., tão... transparente…!

As estrelas são-me cada vez mais próximas

Com a sua luz límpida e suave.

Brilham nos meus olhos negros,

Que, por momentos, co-habitam o Infinito.

Isabel Rosete (Inédito)

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