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domingo, 19 de maio de 2013

HOMENS-DE-BARRO, por Isabel Rosete

Ah, os Olhos dos Homens-de-Barro,
Filhos legítimos da Terra!
Aonde estão?

Os Olhos dos Homens-de-Barro
Caem-me nas mãos 
Mesmo que criados por Deus 
Com a grande dádiva do Ver.

Também falam e escutam:
Falam das entranhas nunca vistas;
Escutam todas aquelas vozes,
Há muito silenciadas, e dizem-nas,
E repetem-nas,
Para que nunca mais deixem de ser ouvidas.

Oh, Olhos videntes do invisível
Que tudo vedes por dentro!
Nunca vos cansais de Ver?

Oh, projectivas Vozes anunciadoras
De todas as realidades futuras,
Alertas do que há ainda por des-velar
Neste mundo de esconderijos!
Não vos caleis nunca mais?

Isabel Rosete
Pintura: Salvador Dali

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