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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Topologias da Verdade e da Poesia em Miguel Reale

Por: Isabel Rosete

Por entre as mais lúcidas esferas do Pensamento, nasce Miguel Reale, o Poeta, cuja voz ergue a Verdade, a Luz Interior, o Amor, a Noite, o Tempo e a Memória. Também o Mistério, a Inspiração, a Miragem e a Vida Oculta, em muitas outras faces: as do Pluralismo, da Liberdade, das expressões múltiplas da Cultura, da Revolução e de uma certa Democracia em devir perpétuo ético e estético; as do conflito das ideologias e as do Homem como auto-consciência, na mais plena significação da sua Ek-sistência.

Na poesia de Miguel Reale prevalece o elemento afectivo, culminando a experiência estética, que lhe é peculiar, na Imagem Absoluta. O racional também se presentifica, mas apenas num cenário de imagens diversas, plantadas na perplexidade do primordial, circunscritas numa sombra enigmática onde se des-vela a ascendência do imagético, a qual o aparta dessa compreensão redutora da Poesia concebida enquanto mera forma extrínseca da linguagem, com total suprimento do seu valor mimético e expressivo.

Porque sabe, como poucos, sonhar com as palavras, fazê-las sonhar e pensar, o poeta embrenha-se na selva dos sentidos/à procura de um espelho/que (lhe) ofertasse paz e poesia/em ninho de tempo oculto. Poesia é verdade e é miragem/surgindo como forma de beleza/alheia à conjetura ou à certeza.

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