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sexta-feira, 27 de maio de 2011


Estas minhas mãos, que agora escrevem,

São as mesmas que limpam a sujidade

De todos os dias das más-línguas envenenadas

Pela cólera, pelo prazer do ódio do simples

E ridículo acto sórdido do mal-dizer.



Estas minhas mãos, que agora escrevem,

São as mesmas que enxugam as lágrimas

Dos olhos amargurados pela miséria da Vida,

Pelo infortúnio, pela má sorte de um Destino

Que não foi feito por elas.



Estas minhas mãos, que agora escrevem,

São as mesmas que amparam os corações

Dilacerados pela Inveja, pela mesquinhez

Dos espíritos impuros, pela cobardia

Das mentes malditas que aniquilam

Os sorrisos trazidos pela Felicidade dos outros.



Para vós, Hipócritas, feiticeiros do bem-dizer,

Demagogos, falsários de promessas sempre

Adiadas, nunca cumpridas em tempo algum;

Para vós, feiticeiros indiscretos do anúncio

Da salvação impossível, retóricos dos

Pensamentos ocos e das palavras vãs;

Para vós, impostores convictos de uma política

Des-governada, estas minhas mãos não mais escrevem.



Não quero tornar as minhas mãos impuras!



IR, 27/10/2010

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