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quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Escuto o martelar da água salgada nas rochas

Que habitam as praias solitárias,

Essas por onde passam, de sobrevôo,

As gaivotas e, por vezes,

Os homens em busca da quietude

Outrora perdida num manto de Rosas vermelhas,

Onde se entoam e ecoam todas as Paixões.

Os amantes, já exaustos, deambulam pelas areias

Movediças, autênticos palcos de muitos mundos,

Esses que imaginamos, mas ainda não vivemos

Onde arquitetam ou aniquilam as suas próprias moradas.


Uma linguagem incompreensível vocifera das suas bocas

Quentes, abrasadas, suadas pelos beijos trocados

Com o sabor amargo e doce da Vida não habitada

Em terreno firme e terno.


Ah, a Vida, o trampolim, a barra olímpica

Por onde caminhamos em perplexos des-equilíbrios

No correr solto dos ventos saltitantes

Que bolem as nossas pernas trôpegas,

Como se mal tivéssemos começado a andar!

Isabel Rosete
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