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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Auto-Retrato

“Voltei a mim. Falei.”

Escrevo até à exaustão do sentir
Em cada noite que permaneço
Em estado de alerta.
Acompanham-me as Estrelas,
A Lua, a chuva, os ventos do Norte
- sempre sopram,
com toda a sua intensidade devoradora,
nas margens deste meu litoral -
Trazem-me a Paz
E a minha lucidez engrandecem.

As palavras sempre fluem...
Soltas ou conjugadas.

O sono teima em não chegar
Face a essa ânsia incontrolável
Do Pensamento que quer ser dito,
Dessa Voz que se quer erguer
No silêncio das folhas ainda soltas.

Tudo é fonte de inspiração!
Tudo impele ao mais simples
E implexo dos modos do Dizer!

Todo o pensado deve ser dito!
Tem que ser dito!

O pensamento comanda a mão
Que, velozmente, escreve.
Um pensamento redondo!
Jamais se quer conter
No seio dos limites esferoidais
Da circunferência que o envolve
E move, e move...

As ideias rodopiam.
Tornam-se visíveis.
Mostram-se ao Mundo...

O meu pensamento
Não quer calar mais a sua voz!
Grita, expande-se, exterioriza-se...
Com outros pensamentos
Pretende entrecruzar-se e recolher
A mais nobre seiva que alimenta
As outras mentes, monadologicamente conjugadas,
Com portas e janelas, viradas para o Aberto
Do esplendor das Ideias.

IR, Ílhavo, s. d.









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