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terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Duvido que seja eu quem escreva
Neste vale de lágrimas impetuoso,
Moribundo, de penas leves
Ou pesadas, carregadas num espaço
Nem sempre aberto aos deuses,
Aos Homens, ao Destino.

Escrevo. Sempre escrevo
Agarrando a Vida por um só fio
Tão subtil, tão leve, tão frágil,
Como as asas dos pássaros migratórios.

O sussurro do Mundo envolve-me
Em cada acto de escrita;
Embala-me, afaga-me
Num lento e doce caminhar,
Por onde os passos das palavras
Me conduzem, à beira rio.

O mistério da escrita espreita-me
Em cada página ainda não preenchida.
Sinto o ligeiro sopro da brisa
Que o lápis sempre me traz às narinas.
Abandono todos os grilhões,
Todos os freios, todas as limitações,
E escrevo na liberdade do meu canto.

A minha alma eleva-se, purificada.
Confunde-se com as nuvens
De um céu claro
Transbordante de serenidade.
Entra, por um momento,
Em harmonia consigo mesma
E com o Mundo.
A Felicidade regressa como se
Nunca se tivesse afastado de mim.

IR, Ílhavo, 06/06/2011
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