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terça-feira, 23 de julho de 2013

O sonho alimenta as Almas solitárias, por Isabel Rosete

O sonho alimenta as Almas solitárias,
Arrasta os corações des-pedaçados
Para um Paraíso por vir,
Tão perdido, quanto desejado.
Esfuma a voz tenebrosa
Do desassombro e do extraordinário,
As malhas das franjas entediantes
De uma existência in-completa.

O sonho dirige as gotas lastimosas
Do vil e desmedido desassossego,
A inquietude do Desejo de um tempo outro;
Ampara as des-ilusões do Destino,
Implacável, cruel, por vezes, sorridente,
Sempre presente na sua ausência discreta.

O sonho eleva os ânimos ao in-habitual
Na efervescência do prazer ou da dor,
Efémeros, por entre os escassos momentos
De Felicidade e de Glória que ainda restam
Nas margens do silêncio, que as palavras não dizem,
Nas pausas do sono e da vigília despertas
Nos caminhos insondáveis do inconsciente
Sem nexo, coerência ou razão visível.

O sonho acorda os mitos, os fantasmas,
As recordações de um passado
Que, em qualquer momento, se presentifica
Des-focado, velado, atrofiado ou liberto
Na latência de uma premonição única.

Isabel Rosete
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