O meu pensamento dita e as minhas mãos escrevem-no na transparência de cada palavra, na lucidez minuciosa de cada sílaba, na singela pureza de cada vogal, na sinceridade de cada consoante. Isabel Rosete
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Pensamentos Dispersos, IR – 29/09/2010
Urge uma enorme mudança de mentalidades, hoje cada vez mais distorcidas, cruéis, atrozes, em nome da implementação definitiva e cumprida dos valores autenticamente humanos, que repelem os anti-valores massivamente em vigor e determinantes das condutas particulares e públicas: a discriminação, a hipocrisia, o xenofobismo, a intolerância, a ausência de solidariedade...
Enquanto essa mutação não for realiza, as pedras nunca mais voltarão ao seu lugar natural: calçadas, ruas, praças, montanhas...
Esta mudança é, na verdade, a grande revolução intelectual que devemos operar neste século, em concomitância com um agir visivelmente adequado.
Quando este ideal (não utópico) se concretizar, as pedras deixarão de ser armas e continuarão a ser simples pedras.
Isabel Rosete
sábado, 25 de setembro de 2010
MANIFESTO CONTRA A COBARDIA E A HIPOCRISIA
Para o enobrecimento dos Espíritos PUROS
Por: Isabel Rosete
Não sei mais amar o próximo como a mim mesma!
A futilidade é claustrofóbica e insuportável.
A mesquinhez é indigna e insolente.
A insensatez é medonha, terrível.
A ausência de espírito crítico, abominável.
A ignorância, a grande podridão das Almas.
E a (dita) … Normalidade?
Ah, a Normalidade, a grande farsa
Dos Cobardes e dos Hipócritas,
Desses que blasfemam, no mais sórdido silêncio,
Encobertos por opacos véus negros!
Ah, a Normalidade, a grande impostura do politicamente correcto
Dos que escondem o rosto próprio – que rosto próprio já não têm –
E todas as suas faces dissimuladas, mais ou menos latentes,
Mais ou menos manifestas pelo filtro da peneira social indigente –
Por medo, por desvario, por insciência,
Por fingimento, por sonsice... – simplesmente, porque convém –
Pelo temor das vozes dos outros, dos incipientes
Dizeres das bocas imundas – cheias de pecado e agonia –
Que não apoiam qualquer nobre e corajoso acto
De presentificação do ser si-mesmo, por si mesmo,
Que menosprezam – vã gloriadas – e aniquilam a Identidade!
Malditos! Malditos! Malditos! Mil vezes malditos! Sempre Malditos!
Eternamente vos amaldiçoo, sem pesar, Cobardes e Hipócritas,
Que impõem o Social apenas para proveito próprio, num acto
De egoísmo visceralmente brutal.
O fogo do Inferno – em grandes e ardentes chamas – vos desejo,
Com todas as forças que ainda me restam, com todas as forças que
Tenho e não tenho …até ao meu último fôlego sentido!
Odeio-vos, vermes secos e vazios, lombrigas sujas em forma
De toupeiras encardidas, ratazanas pestilentas, apenas, com a ponta
Do rabo de fora, vós, Cobardes e Hipócritas, com um suposto rosto
De gente, que até os animais (mais) selvagens desprezam
Como carne putrefacta – a que, afinal, vos reduzis – que nem os abutres
Ousam Devorar, apesar de famintos!
Tenho nojo, repulsa figadal, de vós, asquerosos Cobardes e Hipócritas,
Nem em aparência respeitáveis! Sois pura figuração, meros pedaços
Difundidos – de espírito e de matéria ocos e nauseabundos –
Do ignóbil Nada que vos consome!
Sois, malditos Cobardes e Hipócritas,
A praga que a Medicina ainda não aniquilou!
Sois, malditos Cobardes e Hipócritas,
Uma espécie exaquerável de qualquer coisa insignificante,
Sem nome, sem designação própria no computo
Do autenticamente humano!
Podres, decompostos, estão os vossos corpos e as vossas almas!
Mas…, que corpos? Mas…, que almas?
Alma – esse Nobre sopro de pura Vida e Existência – não tendes! Nem corpo digno,
Nem matéria-prima, nem forma sustentável… nem nada que possamos
Identificar com alguma coisa de luminoso ou de glorioso…
De grandioso…que se possa descrever ou mencionar,
Com propriedade plausível e razoável!
Sois, Cobardes e Hipócritas, de tal modo in-identificáveis
No vosso parecer-ser – o Ser já não vos habita tão miserável
Ou desgraçado, que todos os adjectivos depreciativos se esgotam em
Todas as línguas, em todas as linguagens, em todos os dialectos…
Para vos classificar em sentido próprio!
Porque não morreis de uma vez só, Cobardes e Hipócritas,
Se sois a verdadeira e pura escumalha, a negra mancha do petróleo
Poluente que tudo contamina, a visão do Inferno e das trevas da
Escassa dignidade que ainda nos resta, a nós, os que existimos
De viso des-coberto, Aberto, na Transparência do claro e do distinto,
No “visto claramente visto”…, albergados nos múltiplos e extensos espaços
Da autenticidade do Ser e do Estar, que vós, atopos, não conheceis mais?
Excluo-vos, indigentes Cobardes e Hipócritas, sanguessugas mordazes,
Do meu pequeno-grande Mundo Mais-que-perfeito, com toda a humildade.
Se quiserem, se ousarem querer, alguma vez que seja,
Pelo menos uma vez, quiçá por entre alguns eventuais parcos
Momento de uma acidental lucidez remota que ainda possa vir
A surgir nos vossos enfermos espíritos quadrados e encurralados…
Digam que sou Arrogante. Vá, chamem-me Arrogante!
Vá, digam-no, afirmem-no, convictamente, se sois capazes!
Mas digam-no em Voz Bem Alta miseráveis Cobardes e Hipócrates!
Eu, apenas afirmo, assertoricamente:
TRANSPARÊNCIA e TOLERÂNCIA, meus queridos!
TRANSPARÊNCIA e TOLERÂNCIA, repito, e volto a repetir
Quantas vezes forem necessárias, agora e sempre… para sempre…
Neste e em todos os meus manifestos contra a COBARDIA e a HIPOCRISIA,
Em nome da assumpção plena da IDENTIDADE e da DIFERENÇA
Jamais camufladas ou ludibriadas!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que me corre nas veias de sangue quente, vivo e voraz!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que move as minhas sinapses neuronais,
Em permanente estado de alerta!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que alimenta a minha Alma, ávida da VERDADE!
E tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que me fustiga o Espírito, invariavelmente, CRÍTICO!
O que quereis mais, gente medonha e estúpida?
Se não tendes mais nada para dizer, se não sois mais
Capazes de engolir, a frio, a vossa Cobardia e Hipocrisia,
CALAI-VOS, PARA SEMPRE!
Isabel Rosete
22/09/2010
Para o enobrecimento dos Espíritos PUROS
Por: Isabel Rosete
Não sei mais amar o próximo como a mim mesma!
A futilidade é claustrofóbica e insuportável.
A mesquinhez é indigna e insolente.
A insensatez é medonha, terrível.
A ausência de espírito crítico, abominável.
A ignorância, a grande podridão das Almas.
E a (dita) … Normalidade?
Ah, a Normalidade, a grande farsa
Dos Cobardes e dos Hipócritas,
Desses que blasfemam, no mais sórdido silêncio,
Encobertos por opacos véus negros!
Ah, a Normalidade, a grande impostura do politicamente correcto
Dos que escondem o rosto próprio – que rosto próprio já não têm –
E todas as suas faces dissimuladas, mais ou menos latentes,
Mais ou menos manifestas pelo filtro da peneira social indigente –
Por medo, por desvario, por insciência,
Por fingimento, por sonsice... – simplesmente, porque convém –
Pelo temor das vozes dos outros, dos incipientes
Dizeres das bocas imundas – cheias de pecado e agonia –
Que não apoiam qualquer nobre e corajoso acto
De presentificação do ser si-mesmo, por si mesmo,
Que menosprezam – vã gloriadas – e aniquilam a Identidade!
Malditos! Malditos! Malditos! Mil vezes malditos! Sempre Malditos!
Eternamente vos amaldiçoo, sem pesar, Cobardes e Hipócritas,
Que impõem o Social apenas para proveito próprio, num acto
De egoísmo visceralmente brutal.
O fogo do Inferno – em grandes e ardentes chamas – vos desejo,
Com todas as forças que ainda me restam, com todas as forças que
Tenho e não tenho …até ao meu último fôlego sentido!
Odeio-vos, vermes secos e vazios, lombrigas sujas em forma
De toupeiras encardidas, ratazanas pestilentas, apenas, com a ponta
Do rabo de fora, vós, Cobardes e Hipócritas, com um suposto rosto
De gente, que até os animais (mais) selvagens desprezam
Como carne putrefacta – a que, afinal, vos reduzis – que nem os abutres
Ousam Devorar, apesar de famintos!
Tenho nojo, repulsa figadal, de vós, asquerosos Cobardes e Hipócritas,
Nem em aparência respeitáveis! Sois pura figuração, meros pedaços
Difundidos – de espírito e de matéria ocos e nauseabundos –
Do ignóbil Nada que vos consome!
Sois, malditos Cobardes e Hipócritas,
A praga que a Medicina ainda não aniquilou!
Sois, malditos Cobardes e Hipócritas,
Uma espécie exaquerável de qualquer coisa insignificante,
Sem nome, sem designação própria no computo
Do autenticamente humano!
Podres, decompostos, estão os vossos corpos e as vossas almas!
Mas…, que corpos? Mas…, que almas?
Alma – esse Nobre sopro de pura Vida e Existência – não tendes! Nem corpo digno,
Nem matéria-prima, nem forma sustentável… nem nada que possamos
Identificar com alguma coisa de luminoso ou de glorioso…
De grandioso…que se possa descrever ou mencionar,
Com propriedade plausível e razoável!
Sois, Cobardes e Hipócritas, de tal modo in-identificáveis
No vosso parecer-ser – o Ser já não vos habita tão miserável
Ou desgraçado, que todos os adjectivos depreciativos se esgotam em
Todas as línguas, em todas as linguagens, em todos os dialectos…
Para vos classificar em sentido próprio!
Porque não morreis de uma vez só, Cobardes e Hipócritas,
Se sois a verdadeira e pura escumalha, a negra mancha do petróleo
Poluente que tudo contamina, a visão do Inferno e das trevas da
Escassa dignidade que ainda nos resta, a nós, os que existimos
De viso des-coberto, Aberto, na Transparência do claro e do distinto,
No “visto claramente visto”…, albergados nos múltiplos e extensos espaços
Da autenticidade do Ser e do Estar, que vós, atopos, não conheceis mais?
Excluo-vos, indigentes Cobardes e Hipócritas, sanguessugas mordazes,
Do meu pequeno-grande Mundo Mais-que-perfeito, com toda a humildade.
Se quiserem, se ousarem querer, alguma vez que seja,
Pelo menos uma vez, quiçá por entre alguns eventuais parcos
Momento de uma acidental lucidez remota que ainda possa vir
A surgir nos vossos enfermos espíritos quadrados e encurralados…
Digam que sou Arrogante. Vá, chamem-me Arrogante!
Vá, digam-no, afirmem-no, convictamente, se sois capazes!
Mas digam-no em Voz Bem Alta miseráveis Cobardes e Hipócrates!
Eu, apenas afirmo, assertoricamente:
TRANSPARÊNCIA e TOLERÂNCIA, meus queridos!
TRANSPARÊNCIA e TOLERÂNCIA, repito, e volto a repetir
Quantas vezes forem necessárias, agora e sempre… para sempre…
Neste e em todos os meus manifestos contra a COBARDIA e a HIPOCRISIA,
Em nome da assumpção plena da IDENTIDADE e da DIFERENÇA
Jamais camufladas ou ludibriadas!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que me corre nas veias de sangue quente, vivo e voraz!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que move as minhas sinapses neuronais,
Em permanente estado de alerta!
É tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que alimenta a minha Alma, ávida da VERDADE!
E tão-só a TRANSPARÊNCIA e a TOLERÂNCIA
Que me fustiga o Espírito, invariavelmente, CRÍTICO!
O que quereis mais, gente medonha e estúpida?
Se não tendes mais nada para dizer, se não sois mais
Capazes de engolir, a frio, a vossa Cobardia e Hipocrisia,
CALAI-VOS, PARA SEMPRE!
Isabel Rosete
22/09/2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Nos passeios de Deus
- Claros e translúcidos –
Vi Anjos velozes e vorazes
Sentados em Estrelas saltitantes.
Nos passeios de Deus
- Misteriosos e desconhecidos
Vi todas as faces da Lua
As opacas e as transparentes.
Nos passeios de Deus
- Íngremes e ocultos -
Vi o remorso nos olhos dos Homens
Dissimulados e desfalecidos.
Nos passeios de Deus
- Em harmonia e esperança -
Vi a alegria das crianças, brincando,
Na inocência de um Paraíso ainda não perdido.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2009
- Claros e translúcidos –
Vi Anjos velozes e vorazes
Sentados em Estrelas saltitantes.
Nos passeios de Deus
- Misteriosos e desconhecidos
Vi todas as faces da Lua
As opacas e as transparentes.
Nos passeios de Deus
- Íngremes e ocultos -
Vi o remorso nos olhos dos Homens
Dissimulados e desfalecidos.
Nos passeios de Deus
- Em harmonia e esperança -
Vi a alegria das crianças, brincando,
Na inocência de um Paraíso ainda não perdido.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2009
Estou farta, literalmente farta,
Das instituições forjadas por compadrio,
Dos convénios adulterados pelos mentores
Da suposta serenidade e solidariedade social que
Convém manter patente sob a mais camuflada
Das mentiras, mesmo que
Na presença da sua indigência, mesmo que
Na presença do seu lamentável infortúnio,
Apenas visível para poucos, escassos,
Espíritos ainda não moribundos.
Será que não percebeis que isso do SOCIAL
É uma mera fraude, uma farsa intencionalmente
Estabelecida em nome do que convém ser
Estereotipado, apenas por alguns, para consumo
Inconsciente ou silenciosamente consciente
De todos os outros, bodes expiatórios de todas
As farsas do suposto Direito, da suposta Justiça?
CONSUMO. Essa é a palavra que dita
Os contornos das mentes distraídas,
Psiquicamente manipuladas pela propaganda
Insolente e desavergonhada dos visos
Repletos pela ignomínia trucidante
Dos espíritos ego-centricizados num ponto qualquer
Deste Universo da demagogia exaquerável.
O SOCIAL? Ah, o SOCIAL assim moldado, hipocritamente,
Nas franjas largas da corrupção e do desvario
De um poder sem escrúpulos de qualquer espécie!
O SOCIAL, este SOCIAL... que se exploda
A partir do podre interior de si próprio
Que o mina e nos contamina.
Este SOCIAL é o estar das mentes quadradas
De ideias ocas nos vértices encalhadas por dogmas
Surrealistas sem reversibilidade possível.
Abomináveis ditadores deste SOCIAL
Que NINGUÉM sois – Morram, morram já,
De uma só vez e para sempre.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2008
Das instituições forjadas por compadrio,
Dos convénios adulterados pelos mentores
Da suposta serenidade e solidariedade social que
Convém manter patente sob a mais camuflada
Das mentiras, mesmo que
Na presença da sua indigência, mesmo que
Na presença do seu lamentável infortúnio,
Apenas visível para poucos, escassos,
Espíritos ainda não moribundos.
Será que não percebeis que isso do SOCIAL
É uma mera fraude, uma farsa intencionalmente
Estabelecida em nome do que convém ser
Estereotipado, apenas por alguns, para consumo
Inconsciente ou silenciosamente consciente
De todos os outros, bodes expiatórios de todas
As farsas do suposto Direito, da suposta Justiça?
CONSUMO. Essa é a palavra que dita
Os contornos das mentes distraídas,
Psiquicamente manipuladas pela propaganda
Insolente e desavergonhada dos visos
Repletos pela ignomínia trucidante
Dos espíritos ego-centricizados num ponto qualquer
Deste Universo da demagogia exaquerável.
O SOCIAL? Ah, o SOCIAL assim moldado, hipocritamente,
Nas franjas largas da corrupção e do desvario
De um poder sem escrúpulos de qualquer espécie!
O SOCIAL, este SOCIAL... que se exploda
A partir do podre interior de si próprio
Que o mina e nos contamina.
Este SOCIAL é o estar das mentes quadradas
De ideias ocas nos vértices encalhadas por dogmas
Surrealistas sem reversibilidade possível.
Abomináveis ditadores deste SOCIAL
Que NINGUÉM sois – Morram, morram já,
De uma só vez e para sempre.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2008
Ah a singeleza do simples
Que enobrece a minha Alma
Sedenta do Puro, do Maior,
Do Primordial, do Princípio,
Do Começo do Começo, onde,
Um dia, tudo brotou na sua
Nudez originária, no desassombro
Daquela luz tão límpida, agora apagada
Pelas raízes negras das trevas do Mundo!
Porém, não se foi, de todo.
Corre-me no sangue, percorre-me todo o corpo,
Essa necessidade absoluta do primogénito,
Da inquietante estranheza inicial
Encarcerada, depois do Paraíso, na cápsula do
Social que olvidou, por mera conveniência estratégica,
Essa dimensão tão genuína, onde, apesar tudo,
O convencionalismo não encontrou, não encontrará,
Jamais, o seu lugar.
Há sempre a aura das essências não corrompidas
Que resta, mesmo que escondida num lugar incógnito,
Com o seu escudo, só para alguns, penetrável.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2008
Que enobrece a minha Alma
Sedenta do Puro, do Maior,
Do Primordial, do Princípio,
Do Começo do Começo, onde,
Um dia, tudo brotou na sua
Nudez originária, no desassombro
Daquela luz tão límpida, agora apagada
Pelas raízes negras das trevas do Mundo!
Porém, não se foi, de todo.
Corre-me no sangue, percorre-me todo o corpo,
Essa necessidade absoluta do primogénito,
Da inquietante estranheza inicial
Encarcerada, depois do Paraíso, na cápsula do
Social que olvidou, por mera conveniência estratégica,
Essa dimensão tão genuína, onde, apesar tudo,
O convencionalismo não encontrou, não encontrará,
Jamais, o seu lugar.
Há sempre a aura das essências não corrompidas
Que resta, mesmo que escondida num lugar incógnito,
Com o seu escudo, só para alguns, penetrável.
Isabel Rosete
Ílhavo, 04/01/2008
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sessão “Amores decantados”, 13 de Junho de 2010, Decante-Bar, 21.30h.
Concepção e organização: Isabel Rosete com a colaboração do Grupo Poético de Aveiro
I.
Se os girassóis florirem...
O nosso Amor continuará a ser eterno!
Mesmo que as amarguras da Vida
Perdurem,
Mesmo que a Morte nos
Separe!
Nada,
Ninguém,
Combaterá a intensidade
Da força do nosso Amor!
Sempre que o Amor é Rei...
Ah, sempre que o Amor é Rei!
Quando um Rei impera
Pela seiva divina que o legítima,
O imbatível consome-se.
Não há impossíveis!
Os obstáculos desaparecem
Pelo alento do Amor.
Todas as restrições
Podem ser contornadas!
Há um mundo infinito para explorar!
Emergem todas as potencialidades
Do Sentir,
Tão intenso e extenso
Quanto o próprio Universo;
Tão sublime
E tão belo,
Quanto o nascer de todas as coisas;
Tão cruel
E fatídico,
Quanto as fímbrias de todas as tragédias gregas.
E o Amor corre!
Ai, como corre!
Sem fim
Aparentemente visível,
Sem fronteiras
Claramente determinadas,
Sem muros
Obviamente impeditivos
Das possíveis manipulações do Eu.
II.
Amo!
Claro que Amo!
Mas,
Não sei bem o que amo!
Tenho medo de voltar a amar,
De voltar a sofrer,
De voltar a sonhar.
As ilusões crescem,
Quando se ama!
Emerge a dor,
A insatisfação,
A insanidade,
A insensatez...
Exterioriza-se a cólera
Na presença ausente
De um outro estado,
Sempre inacabado,
Sempre adiado.
Caminhos que não conduzem
A parte alguma,
Espreitam-nos no Amor.
Nos caminhos
Que se bifurcam,
Perdemo-nos
De nós
E do outro.
Encontramos o desfiladeiro.
Assoma o Vazio
De uma Alma deserta,
Dis-persa,
Em con-fusão...
Alienada pela adrenalina
Que sobe, Escorrega,
Desampara, inquieta...
Nos des-amores da contradição!
III.
O teu silêncio,
O teu olhar profundo,
Meu amor de sempre,
Preenchem-me a existência,
Por vezes, tão vazia de um
Inquietante Nada de Ser.
O teu singular perfume,
As singelas palavras
Que a tua boca pronuncia,
Embalam-me nos momentos de insónia.
Então, sossego,
Num sono mais-que-profundo!
Nesse momento,
Os Anjos regressam
Na paz imensa
De um beijo ainda não dado,
Na inquietude tremenda
De um corpo ainda não tacteado,
Mas, suado, pelo desejo,
Intenso, de o ser.
IV.
Cada passo que dás,
Meu amor, que já não és mais,
É o triunfo inglório da glória
Das nossas vidas
Vividas,
A ferro-e-fogo,
No desejo do estar junto
E do estar só.
Há um tremendo abismo entre nós!
Ainda não o viste,
Ainda não o sentiste,
Nessa tua caminhada
Solitariamente acompanhado?
Nunca estou contigo,
Mesmo permanecendo e partilhando
O mesmo leito,
Irremediavelmente cheio
Do vazio,
Da presença ausente de mim.
O teu amor esgota-me a alma
Pela obsessão desenfreada
Que te move e me aureola,
Sem intervalos.
A claustrofobia mental
Instala-se,
Num instante só.
E, a partir desse momento, já não sou eu,
Mas um espaço redondo de lamentações
Que me sufocam a mente,
Que me empedernessem o corpo
Logo despojado do ser,
Atrofiado,
Sem resposta…
Já não tens mais perdão,
Já não és nada de mim
Nem para mim, a não ser…
Um pedaço de mágoa e de dor
Que desprezo e abomino.
Não te pedi para me amares assim!
V.
Somos amantes
Inter-seccionados.
Esquecemos o Mundo.
Fechamo-nos
Nas nossas próprias conchas.
Esquecemos os Homens.
Queremos ser só nós.
Nada mais importa!
O Amor preenche-nos.
Por completo
Alimenta
Os nossos corpos
Ardentes,
As nossas almas
Inundadas
De intensa alucinação.
Temo-nos,
Apenas,
Um ao outro.
E isso basta-nos.
É mais do que Tudo.
Está para além do Nada.
Tornamo-nos esféricos,
Auto-suficientes.
Esquecemos o Universo.
Permanecemos
Em todos os espaços.
Somos o mesmo corpo,
A mesma alma,
O mesmo sangue,
O mesmo plasma,
A mesma pele...
Somos um só organismo
Que se auto-preenche,
Prenhe de fertilidade.
Esquecemos a Vida,
Vadia,
Repleta de futilidades.
Esquecemos a morte.
Somos eternos.
VI.
Nos duelos com o teu corpo
Encho a minha alma
De sangue virgem,
A jorrar pelo meu peito.
Toda a força orgásmica
Corre-me nas veias.
Amo-te até à exaustão
Do sentir;
Amo-te para além
Dos limites do dizível;
Amo-te até ao último
Impulso audível.
Os duelos
Sempre continuam,
Cada vez
Mais intensos,
Porque a força do Amor nos move
Em todos os caminhos
Que se bifurcam.
Não quero parar de me debater
Com o teu corpo, único,
Com a tua alma, tão singular,
Que me extasia as moléculas,
De imediato,
Em estado de com-bustão.
Assim te amo
Na ponta da espada, sem bainha,
Sempre pronta a atravessar
Todas as tuas células,
Em inflamação;
Assim te amo
Nos cortes e recortes do teu corpo,
Delgado e nu
De emoção.
VII.
Orgasmos de melão e abacaxi,
Com alho,
Percorrem-me o corpo
De cima para baixo,
De baixo para cima,
Numa alegria estonteante,
Imensa!
A minha pele torna-se leve,
Macia, aveludada…
Qual seda escorregadia
Que inflama,
Orgasticamente,
A minha e a tua alma
Que, de repente, clama!
A chama do orgasmo
Preenche a libido.
Vulcões se acendem,
Lavas sedentas de prazer
Apelam ao teu corpo,
Cheio de graça!
A felicidade?
Ai, a felicidade!
É infinita!
Eterniza-se naquele momento,
Primeiro, único…,
Inesquecível…
Isabel Rosete
Concepção e organização: Isabel Rosete com a colaboração do Grupo Poético de Aveiro
I.
Se os girassóis florirem...
O nosso Amor continuará a ser eterno!
Mesmo que as amarguras da Vida
Perdurem,
Mesmo que a Morte nos
Separe!
Nada,
Ninguém,
Combaterá a intensidade
Da força do nosso Amor!
Sempre que o Amor é Rei...
Ah, sempre que o Amor é Rei!
Quando um Rei impera
Pela seiva divina que o legítima,
O imbatível consome-se.
Não há impossíveis!
Os obstáculos desaparecem
Pelo alento do Amor.
Todas as restrições
Podem ser contornadas!
Há um mundo infinito para explorar!
Emergem todas as potencialidades
Do Sentir,
Tão intenso e extenso
Quanto o próprio Universo;
Tão sublime
E tão belo,
Quanto o nascer de todas as coisas;
Tão cruel
E fatídico,
Quanto as fímbrias de todas as tragédias gregas.
E o Amor corre!
Ai, como corre!
Sem fim
Aparentemente visível,
Sem fronteiras
Claramente determinadas,
Sem muros
Obviamente impeditivos
Das possíveis manipulações do Eu.
II.
Amo!
Claro que Amo!
Mas,
Não sei bem o que amo!
Tenho medo de voltar a amar,
De voltar a sofrer,
De voltar a sonhar.
As ilusões crescem,
Quando se ama!
Emerge a dor,
A insatisfação,
A insanidade,
A insensatez...
Exterioriza-se a cólera
Na presença ausente
De um outro estado,
Sempre inacabado,
Sempre adiado.
Caminhos que não conduzem
A parte alguma,
Espreitam-nos no Amor.
Nos caminhos
Que se bifurcam,
Perdemo-nos
De nós
E do outro.
Encontramos o desfiladeiro.
Assoma o Vazio
De uma Alma deserta,
Dis-persa,
Em con-fusão...
Alienada pela adrenalina
Que sobe, Escorrega,
Desampara, inquieta...
Nos des-amores da contradição!
III.
O teu silêncio,
O teu olhar profundo,
Meu amor de sempre,
Preenchem-me a existência,
Por vezes, tão vazia de um
Inquietante Nada de Ser.
O teu singular perfume,
As singelas palavras
Que a tua boca pronuncia,
Embalam-me nos momentos de insónia.
Então, sossego,
Num sono mais-que-profundo!
Nesse momento,
Os Anjos regressam
Na paz imensa
De um beijo ainda não dado,
Na inquietude tremenda
De um corpo ainda não tacteado,
Mas, suado, pelo desejo,
Intenso, de o ser.
IV.
Cada passo que dás,
Meu amor, que já não és mais,
É o triunfo inglório da glória
Das nossas vidas
Vividas,
A ferro-e-fogo,
No desejo do estar junto
E do estar só.
Há um tremendo abismo entre nós!
Ainda não o viste,
Ainda não o sentiste,
Nessa tua caminhada
Solitariamente acompanhado?
Nunca estou contigo,
Mesmo permanecendo e partilhando
O mesmo leito,
Irremediavelmente cheio
Do vazio,
Da presença ausente de mim.
O teu amor esgota-me a alma
Pela obsessão desenfreada
Que te move e me aureola,
Sem intervalos.
A claustrofobia mental
Instala-se,
Num instante só.
E, a partir desse momento, já não sou eu,
Mas um espaço redondo de lamentações
Que me sufocam a mente,
Que me empedernessem o corpo
Logo despojado do ser,
Atrofiado,
Sem resposta…
Já não tens mais perdão,
Já não és nada de mim
Nem para mim, a não ser…
Um pedaço de mágoa e de dor
Que desprezo e abomino.
Não te pedi para me amares assim!
V.
Somos amantes
Inter-seccionados.
Esquecemos o Mundo.
Fechamo-nos
Nas nossas próprias conchas.
Esquecemos os Homens.
Queremos ser só nós.
Nada mais importa!
O Amor preenche-nos.
Por completo
Alimenta
Os nossos corpos
Ardentes,
As nossas almas
Inundadas
De intensa alucinação.
Temo-nos,
Apenas,
Um ao outro.
E isso basta-nos.
É mais do que Tudo.
Está para além do Nada.
Tornamo-nos esféricos,
Auto-suficientes.
Esquecemos o Universo.
Permanecemos
Em todos os espaços.
Somos o mesmo corpo,
A mesma alma,
O mesmo sangue,
O mesmo plasma,
A mesma pele...
Somos um só organismo
Que se auto-preenche,
Prenhe de fertilidade.
Esquecemos a Vida,
Vadia,
Repleta de futilidades.
Esquecemos a morte.
Somos eternos.
VI.
Nos duelos com o teu corpo
Encho a minha alma
De sangue virgem,
A jorrar pelo meu peito.
Toda a força orgásmica
Corre-me nas veias.
Amo-te até à exaustão
Do sentir;
Amo-te para além
Dos limites do dizível;
Amo-te até ao último
Impulso audível.
Os duelos
Sempre continuam,
Cada vez
Mais intensos,
Porque a força do Amor nos move
Em todos os caminhos
Que se bifurcam.
Não quero parar de me debater
Com o teu corpo, único,
Com a tua alma, tão singular,
Que me extasia as moléculas,
De imediato,
Em estado de com-bustão.
Assim te amo
Na ponta da espada, sem bainha,
Sempre pronta a atravessar
Todas as tuas células,
Em inflamação;
Assim te amo
Nos cortes e recortes do teu corpo,
Delgado e nu
De emoção.
VII.
Orgasmos de melão e abacaxi,
Com alho,
Percorrem-me o corpo
De cima para baixo,
De baixo para cima,
Numa alegria estonteante,
Imensa!
A minha pele torna-se leve,
Macia, aveludada…
Qual seda escorregadia
Que inflama,
Orgasticamente,
A minha e a tua alma
Que, de repente, clama!
A chama do orgasmo
Preenche a libido.
Vulcões se acendem,
Lavas sedentas de prazer
Apelam ao teu corpo,
Cheio de graça!
A felicidade?
Ai, a felicidade!
É infinita!
Eterniza-se naquele momento,
Primeiro, único…,
Inesquecível…
Isabel Rosete
domingo, 5 de setembro de 2010
Pensar num mundo que não é meu?
Para quê?
Interrogações existenciais corem
Em cadeia
Por este meu espírito em constante devir.
Não sossega perante nada,
Nem ninguém,
Nem mesmo quando os olhos se fecham
E procuro dormir.
Sempre observador,
Nada lhe escapa.
Tudo o move ao permanente estado
De questionação, de dúvida
- por vezes céptica, por vezes metódica –
De crítica e de meditação.
Nunca se acomoda.
Este meu pensamento
Vive em rebeldia perene.
Nunca está satisfeito,
Nunca entra em estado de serenidade,
Mesmo que a paz nele assome,
Durante escassos instantes.
Não pára!
Não pára!
Não se acomoda!
Não se acomoda!
Vê sempre um “porquê” por encontrar
Na transparência opaca das coisas,
Desde as mais simples e singelas,
Até às mais complexas,
Conflituosas ou dilemáticas.
Isabel Rosete
Para quê?
Interrogações existenciais corem
Em cadeia
Por este meu espírito em constante devir.
Não sossega perante nada,
Nem ninguém,
Nem mesmo quando os olhos se fecham
E procuro dormir.
Sempre observador,
Nada lhe escapa.
Tudo o move ao permanente estado
De questionação, de dúvida
- por vezes céptica, por vezes metódica –
De crítica e de meditação.
Nunca se acomoda.
Este meu pensamento
Vive em rebeldia perene.
Nunca está satisfeito,
Nunca entra em estado de serenidade,
Mesmo que a paz nele assome,
Durante escassos instantes.
Não pára!
Não pára!
Não se acomoda!
Não se acomoda!
Vê sempre um “porquê” por encontrar
Na transparência opaca das coisas,
Desde as mais simples e singelas,
Até às mais complexas,
Conflituosas ou dilemáticas.
Isabel Rosete
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tão vil é
Este mundo onde sobrevivemos
Comandados pelo compadrio;
Tão ignóbil é
Este mundo por onde vagueamos
Movidos pelo oportunismo;
Tão des-crente é
Este mundo onde não mais habitamos
Porque perseguidos por uma glória que não existe;
Tão insano é
Este mundo onde não temos mais lugar
Porque tiranizados pela discriminação;
Tão fútil é
Este mundo onde vacilamos
Esquartejados pelas sombras das essências.
Isabel Rosete
Este mundo onde sobrevivemos
Comandados pelo compadrio;
Tão ignóbil é
Este mundo por onde vagueamos
Movidos pelo oportunismo;
Tão des-crente é
Este mundo onde não mais habitamos
Porque perseguidos por uma glória que não existe;
Tão insano é
Este mundo onde não temos mais lugar
Porque tiranizados pela discriminação;
Tão fútil é
Este mundo onde vacilamos
Esquartejados pelas sombras das essências.
Isabel Rosete
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