Primavera (s)
Cruzam-se os olhares,
Na paz perpétua
De um saudoso beijo.
Não há mais revolta.
Paira a serenidade,
A tranquilidade intranquila
De todos os desejos.
Tudo se move,
No seu ritmo certo,
Absolutamente certo.
O desfiladeiro,
Não apavora mais
Os olhares inquietos.
O mar,
Enrola-se na areia,
Ao som do canto das sereias.
Na paz dos Anjos,
Se acalentam as tempestades,
Fatigadas,
Do seu peregrinar.
Os segredos
Da vida e da morte,
Já não se ocultam mais.
Os corações despertos,
Estão aí,
Preparados para todos os re-começos.
Eleva-se,
A singela nudez
Dos corpos em comunhão,
A pura leveza
Dos olhares,
Que já não são pálidos,
O riso das crianças,
De olhos claros,
Que a alegria espalham
Por todos os lugares.
A Paz
Torna-se visível,
Perceptível,
Até para os vistos míopes.
O Amor permanece,
No seu devido lugar,
Mesmo que incerto.
A Felicidade regressa,
A todas as almas,
Outrora despedaçadas.
Cantamos,
Sem dor,
Todas as dores.
E o sofrimento torna-se leve.
Isabel Rosete
12/03/08
O meu pensamento dita e as minhas mãos escrevem-no na transparência de cada palavra, na lucidez minuciosa de cada sílaba, na singela pureza de cada vogal, na sinceridade de cada consoante. Isabel Rosete
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
O mar…
Espelho dos horizontes,
Ao longe avistados,
Pelos espíritos inquietos.
O hipnótico canto das sereias,
As almas extasiadas
Pelo sopro dos sons ébrios.
A transparência das gotas espargidas
Pelos corpos nus,
Leves e puros.
Os corações perdidos
No fogo do amor,
Sempre renascido.
O devir das águas,
As areias esparsas
Das paixões enfraquecidas.
Isabel Rosete
14/07/08
Espelho dos horizontes,
Ao longe avistados,
Pelos espíritos inquietos.
O hipnótico canto das sereias,
As almas extasiadas
Pelo sopro dos sons ébrios.
A transparência das gotas espargidas
Pelos corpos nus,
Leves e puros.
Os corações perdidos
No fogo do amor,
Sempre renascido.
O devir das águas,
As areias esparsas
Das paixões enfraquecidas.
Isabel Rosete
14/07/08
Pensar o mar em marés de desassombro
Ao som do canto das gaivotas que passam
Anunciando tempestades violentas.
Os amantes suspiram,
Por entre os ventos do Norte.
No mar derramam o seu choro
De sal e alento.
Não há choro que o mar não acolha
Quando os corpos ardentes
Se lançam nas águas resplandecentes.
Isabel Rosete
14/07/08
Ao som do canto das gaivotas que passam
Anunciando tempestades violentas.
Os amantes suspiram,
Por entre os ventos do Norte.
No mar derramam o seu choro
De sal e alento.
Não há choro que o mar não acolha
Quando os corpos ardentes
Se lançam nas águas resplandecentes.
Isabel Rosete
14/07/08
Caminhamos
Pelas areias desertas,
Mas não sabemos onde está o Mundo.
Transpiramos
Por todos os poros,
E não expulsamos as aflições da Vida.
Removemos
Um passado penoso,
Que sempre nos consome o espírito.
Esperamos
A felicidade,
Numa marcha penosa e lenta.
Sonhamos
Com um futuro radioso,
Sem as manchas do infortúnio.
Repelimos
Os gritos desesperados
Dos Povos enclausurados,
E a liberdade não conquistamos.
Lutamos
Em des-união
Pela paz perpétua,
Mas a guerra não aniquilamos.
Isabel Rosete
12/03/08
Pelas areias desertas,
Mas não sabemos onde está o Mundo.
Transpiramos
Por todos os poros,
E não expulsamos as aflições da Vida.
Removemos
Um passado penoso,
Que sempre nos consome o espírito.
Esperamos
A felicidade,
Numa marcha penosa e lenta.
Sonhamos
Com um futuro radioso,
Sem as manchas do infortúnio.
Repelimos
Os gritos desesperados
Dos Povos enclausurados,
E a liberdade não conquistamos.
Lutamos
Em des-união
Pela paz perpétua,
Mas a guerra não aniquilamos.
Isabel Rosete
12/03/08
Advém o turbilhão dos sentidos,
Dos desejos e dos quereres,
Dos seres e dos estares,
Inquietantes,
Alarmantes,
Libinidalmente difundidos.
Uma ansiedade,
Desmedida,
Percorre a minha alma.
Um desassossego,
Insuportável,
Remove-me as vísceras.
O alvoroço,
Perpetua-se.
A impulsividade,
Eterniza-se.
O sobressalto,
Aniquila-me.
Des-constroem-se,
Todos os pedaços de mim.
Sobrevivem, apenas, fragmentos,
Parcelas,
Indistintas,
Em pleno estado de com-bustão.
Subsistem,
Peças soltas,
Espalhadas,
Em des-ordem,
Em com-fusão,
Em dis-persão…
Isabel Rosete
25/01/08
Dos desejos e dos quereres,
Dos seres e dos estares,
Inquietantes,
Alarmantes,
Libinidalmente difundidos.
Uma ansiedade,
Desmedida,
Percorre a minha alma.
Um desassossego,
Insuportável,
Remove-me as vísceras.
O alvoroço,
Perpetua-se.
A impulsividade,
Eterniza-se.
O sobressalto,
Aniquila-me.
Des-constroem-se,
Todos os pedaços de mim.
Sobrevivem, apenas, fragmentos,
Parcelas,
Indistintas,
Em pleno estado de com-bustão.
Subsistem,
Peças soltas,
Espalhadas,
Em des-ordem,
Em com-fusão,
Em dis-persão…
Isabel Rosete
25/01/08
A solidão
Percorre as almas desertas,
Esgota a esperança
De outro renascer.
Anuncia a morte
De um ser renovado,
Corrói as entranhas da Vida,
Até ao limiar de Morte.
Desperta o vazio da Existência,
Em torno da sua efemeridade,
Consolida a massa compacta
Dos espíritos amortecidos.
Dissipa a luz
De um novo horizonte,
Definha cada ser
No seu pedaço de nada.
Isabel Rosete
03/03/08
Percorre as almas desertas,
Esgota a esperança
De outro renascer.
Anuncia a morte
De um ser renovado,
Corrói as entranhas da Vida,
Até ao limiar de Morte.
Desperta o vazio da Existência,
Em torno da sua efemeridade,
Consolida a massa compacta
Dos espíritos amortecidos.
Dissipa a luz
De um novo horizonte,
Definha cada ser
No seu pedaço de nada.
Isabel Rosete
03/03/08
Uma paixão ardente me consome,
Mina todo o meu ser,
No mais recôndito de si.
Trespassa a minha alma,
Com agudos espinhos.
Uma fina dor eleva-se,
Mexe e remexe
As minhas entranhas.
Estremeço…,
Quando ouço a tua voz,
Meu amor.
Todo o meu corpo vibra,
Na proximidade da tua presença.
Sinto-me em mim.
És um sopro de vida,
Alimentas todo o meu ser,
Sugas todas as minhas energias.
Fico débil.
Permaneço na loucura
De uma hipersensibilidade indescritível,
Incontrolável,
Desesperadamente avassaladora,
Desconcertante,
Desordenada…
E, aqui estou, irremediavelmente só…
Isabel Rosete
25/01/08
Mina todo o meu ser,
No mais recôndito de si.
Trespassa a minha alma,
Com agudos espinhos.
Uma fina dor eleva-se,
Mexe e remexe
As minhas entranhas.
Estremeço…,
Quando ouço a tua voz,
Meu amor.
Todo o meu corpo vibra,
Na proximidade da tua presença.
Sinto-me em mim.
És um sopro de vida,
Alimentas todo o meu ser,
Sugas todas as minhas energias.
Fico débil.
Permaneço na loucura
De uma hipersensibilidade indescritível,
Incontrolável,
Desesperadamente avassaladora,
Desconcertante,
Desordenada…
E, aqui estou, irremediavelmente só…
Isabel Rosete
25/01/08
Tudo morre,
Tudo nasce,
Tudo se transforma.
Nada permanece…!
Nada permanece…!
A perpétua mudança
Impera,
Num equilíbrio inextinguível.
O Ser está aí,
Estável,
Em cada alvorecer,
Em cada des-floração.
Oculta-se,
Em todas as coisas,
Des-vela-se,
Em todos os entes,
Aparece
E desaparece,
Num círculo redondo.
Isabel Rosete
06/08/07
Tudo nasce,
Tudo se transforma.
Nada permanece…!
Nada permanece…!
A perpétua mudança
Impera,
Num equilíbrio inextinguível.
O Ser está aí,
Estável,
Em cada alvorecer,
Em cada des-floração.
Oculta-se,
Em todas as coisas,
Des-vela-se,
Em todos os entes,
Aparece
E desaparece,
Num círculo redondo.
Isabel Rosete
06/08/07
Subscrever:
Mensagens (Atom)