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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um dia de Sol resplandece
Por entre as águas cristalinas
Tão puras
Tão imortais
Tão ancestrais quanto o próprio Homem.

Mas, não há Sol
Que ilumine as mentes escuras
Travadas pelas trevas da
Ignorância!

Mas, não há Sol
Que entre pelas vidraças
Húmidas e tristes
Das casas cinzentas
Votadas ao abandono
Pela (des)habitação do Humano!

Mas, não há Sol
Que acalente
Os corações jazidos
Pelo ódio ainda não arrefecido
Pela vingança irreflectida
Dos espíritos acobardados!

Isabel Rosete
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