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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Caminho pelas areias infinitas
Das praias desertas.
Nada se ouve.
Nada se sente.

O luar
Incandesce os meus olhos,
Míopes,
Perante a imensidão da linha do horizonte
Que não vislumbro mais
A minha alma esvaiu-se
Na solidão das marés,

Que vão e vêm,
Nunca se fixam
Nunca deixam os mesmos rastos,
Nunca permanecem
No mesmo lugar.

Trazem um tempo outro,
Anunciam outros espaços,
Outras vidas,
Encobertas
Pelas águas,
No seu incessante peregrinar.

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