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segunda-feira, 14 de maio de 2012


"A VIA LÁCTEA", por IR

«A via láctea cobre-me
Tal como os ramos secos pelo tempo
Daquela figueira ancestral que mora
Ao pé da minha varanda sem lhe fazer sombra
- Aquela dos pingos de mel arroxeados -
Onde se guardam todas as minhas memórias
De estórias, de lendas, de dizeres encantados…
Arquivadas nos espaços longínquos
Da infância vivida por entre as bonecas de trapo,
O jogo das escondidas e o saltar à corda,
Agora emersos nas recordações que sempre voltam,
Nas recordações que sempre se deslocam
Mas que nem sempre se des-velam.»

IR, Jardim Oudinot, Ílhavo, 17/08/2010
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