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quinta-feira, 17 de maio de 2012


"Vozes do Pensamento" de Isabel Rosete
 
«Isabel Rosete apresentou no passado dia 8 de Maio, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Salvador, a sua obra literária intitulada "Vozes do Pensamento", cerimónia intimista preparada ao pormenor e impregnada de incensos e simbolismo, momento sublime a que as canções de Zeca Afonso na voz extraordinária de Vítor Almeida e Silva deram mais encanto e emoção em interpretações de O Andarilho que nos atrevemos a rotular de magistrais.
Vozes do Pensamento, «livro de poemas de procura ontológica da prof. Isabel Rosete, começa com referências a três vozes que nem a mais cordata transcultura desejaria ligar, três vozes distintas, as de Rilke, Nietzche e Heidegger. Sobretudo a do último, porquanto a autora, numa tese que elaborou, percebeu nele uma preocupação onto-eco-artística (palavras suas) estando ciente de que compreender a filosofia de Martin Heidegger não significa apenas alterar a nossa mundivisão, mas também entender a própria Poesia como palavra do Ser no Tempo», assim começaria por classificar a "obra" o seu apresentador, JT Parreira, também ele brilhante numa apreciação meticulosa e profunda.
«Isabel Rosete costuma dizer que partiu da Filosofia para a Poesia. Se quiséssemos elaborar aqui sobre um topos, diríamos que a poeta partiu com bilhete de ida-e-volta da Floresta Negra para os horizontes escarpados de Duíno (onde Rilke se recolheu para escutar a poesia) e voltou ao lugar heideggeriano da sua origem. E dele terá partido, é a minha simples hermenêutica, para o que o filósofo germânico nunca deixou de nos propor: uma meditação ontológica» - palavras a reter de JT Parreira para que possamos entender melhor este livro de poesia de Isabel Rosete, numa leitura mais atenta e íntima. «Porque este volume de poemas, digo-o desde já, procura a Poesia/o fazer poético/ no oxímoro que é contingência e a essencialidade do Ser», numa análise em que JT Parreira salienta «o Ser, para além das aparências; a transparência, para além da hipocrisia», citando a própria autora.
«Nestes versos Isabel Rosete fala da alma, da sua alma. E a sua alma exposta é a chave. Além do mais, é uma alma generosa, porque vê para fora de si própria» - diz-nos JT Parreira na sua análise que abre muitas janelas a uma leitura que se quererá muito atenta.
Deste acto de elevação cultural surpreendente, fica o convite à descoberta deste «livro que tem várias chaves, claro que no sentido pessoano do Álvaro de Campos para abrir portas em paredes sem porta», uma vez mais numa citação de JT Parreira que nos presenteou, na sua profunda análise e interessante apresentação da "obra" de Isabel Rosete, um autêntico "tratado de filosofia".
«Vozes do Pensamento é uma obra para mentes livres e abertas, em nome do sempre novo e do Diálogo sem pré-conceitos; em nome da Identidade e da Diferença, apanágio dos Espíritos Críticos. Na aura das essências, se move esta escrita, numa procura constante pela Verdade, para além das aparências, e pela Transparência, para além da Hipocrisia. A autora caminha em demanda pela chama originária que acende e ilumina o mais genuíno, o mais puro, o mais autêntico…» - do Convite que nos levou à apresentação da "obra" de Isabel Rosete.»

Torrão Sacramento
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