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segunda-feira, 14 de maio de 2012


"OLHOS AZUIS", por Isabel Rosete

«Olhos azuis cintilam na brancura rosada
De uma face, ainda, imaculada.
São pedras preciosas
Inscritas no alvor da candura
De uma Alma tão grande,
Capaz de se dar ao esplendor do Universo.

Por debaixo dos seus finos lábios,
Sempre se rasga um sorriso luminoso,
Tão incandescente
Quanto a mais bela das estrelas
Deste Céu que, ainda, nos cobre.

Que doçura inspiram os que os olham
Na sua inocência libidinal
Tão pura, tão leve…
O mais ténue sopro
Pode arrastar o seu Espírito
Até às profundezas da Terra.

Sabe amar como ninguém!

Esses hipnóticos olhos azuis
Fazem transparecer
O amor verdadeiro em cada lento
E terno pestanejar.

Azul do Céu, azul do Mar, azul da Lua…
Azul que reflecte um singelo ser transparente,
Uma dádiva divina, a infinitude do Ser
Do estar, do amar…

Azul dos espaços siderais, azul do Infinito,
Azul do Ilimitado, azul de todos os horizontes…
Azul de todos os desejos, azul de todos os instintos,
Azul de todas as pulsões…

Azul de todos os amores, azul da Esperança,
Azul do olhar fixo e profundo, que tudo olha
E sempre vê.»

Isabel Rosete

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