A pujança da escrita
Enobrece-me a Alma.
Torna-a sensível,
Sempre desperta
Para os infinitos traços
Dos exasperáveis actos dos Homens
Que avançam,
Sem auto-crítica,
Sem racionalidade…
Isabel Rosete
O meu pensamento dita e as minhas mãos escrevem-no na transparência de cada palavra, na lucidez minuciosa de cada sílaba, na singela pureza de cada vogal, na sinceridade de cada consoante. Isabel Rosete
domingo, 11 de outubro de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Caminho pelas areias infindas
Das praias abandonadas.
Nada se ouve!
Nada se sente!
O luar
Incandesce os meus olhos,
Míopes,
Perante a imensidão da linha do horizonte,
Que não vislumbro mais.
A minha alma esvade-se
Na solidão das marés,
Que vão-e-vêm,
Ora cheias,
Ora vazias.
Nunca se fixam,
Nunca deixam os mesmos rastos,
Nunca permanecem
No mesmo lugar.
Trazem um tempo outro,
Anunciam outras àguas,
Outras vidas,
En-cobertas
No trubilhão das ondas,
Inquietas,
No seu incessante peregrinar.
Isabel Rosete
Das praias abandonadas.
Nada se ouve!
Nada se sente!
O luar
Incandesce os meus olhos,
Míopes,
Perante a imensidão da linha do horizonte,
Que não vislumbro mais.
A minha alma esvade-se
Na solidão das marés,
Que vão-e-vêm,
Ora cheias,
Ora vazias.
Nunca se fixam,
Nunca deixam os mesmos rastos,
Nunca permanecem
No mesmo lugar.
Trazem um tempo outro,
Anunciam outras àguas,
Outras vidas,
En-cobertas
No trubilhão das ondas,
Inquietas,
No seu incessante peregrinar.
Isabel Rosete
Um Heidegger
Expressões silentes,
Sobranceiras,
Marcadas por um misto
De espanto
E de inquietação.
Olhos que fitam o infinito
Perante a imensidão
Dos caminhos do campo,
Ainda longe das mãos,
Destruidoras,
Dos Homens sem Razão.
Expressões carregadas
De solidão,
Face à desertificação da Terra,
Que sempre nos lança
O seu des-esperado grito de alerta.
Pés que pisam o chão,
Como uma bênção,
Enquanto a serena musicalidade atmosférica
Invade um espírito expectante,
Que o Ser sempre escuta…
Isabel Rosete
Expressões silentes,
Sobranceiras,
Marcadas por um misto
De espanto
E de inquietação.
Olhos que fitam o infinito
Perante a imensidão
Dos caminhos do campo,
Ainda longe das mãos,
Destruidoras,
Dos Homens sem Razão.
Expressões carregadas
De solidão,
Face à desertificação da Terra,
Que sempre nos lança
O seu des-esperado grito de alerta.
Pés que pisam o chão,
Como uma bênção,
Enquanto a serena musicalidade atmosférica
Invade um espírito expectante,
Que o Ser sempre escuta…
Isabel Rosete
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