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terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Universo derrama lágrimas
De um insondável silêncio
De sangue
De angústia
De morte…

Insuflado pelo ódio dos Homens
Des-orbita-se
Des-concentra-se do ante-cantar primordial
Que da lava viscosa
Em Terra firma
Não mais se transformou.

É uma massa difusa
Uma amálgama de lixo cósmico
De pedaços soltos caoticamente organizados
Num centro que não é centro algum
Num Topos
Que não é mais um lugar natural,
Num espaço
Que não tem mais consistência;
Num tempo
Que não é mais Tempo
Nem finitude
Nem eternidade!

Um universo perdido
Em órbitas desencontradas
Em revolta intra-estelar
Em ritmo desconcertante…
Eis o que fizemos
Des-fizemos
E não conquistámos mais
Por essa pobre angústia nossa
De aves de rapina
Ou por essa dilacerada e sórdida leveza
De asas de condor.

Isabel Rosete
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