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domingo, 31 de janeiro de 2010

Pátrias desoladas pelos horrores da Guerra.
Corpos despedaçados cobrem a Terra
Com um manto vermelho.

O sangue tinge as águas,
Daqueles que foram e não mais voltaram.

Almas ultrajadas
Vagueiam por este Universo incógnito,
Sem destino.

Uma criança chora,
A preto e branco.
Outra soluça,
De olhos esbugalhados pelo horror,
Ao mesmo tempo
Que se esconde dos Homens
De verdes fardas,
Que correm, de arma em punho,
Para todos os lugares,
Pelo sórdido prazer
Da morte e do sangue.

Já não têm Fé,
Nem Paz,
Nem Amor,
Nem Esperança,
Nem Nada…
Já não sabem que são humanos.

Movem-se como autómatos.
Tornam-se meras máquinas
Programadas para matar,
Indiscriminadamente.

A Guerra torna-se um vício,
Um hábito enraizado,
Qual nicotina
Cuja ausência desatina.

Não há mais um lar habitável
Para além deste cenário
De todas as desgraças!

Restam as trincheiras,
Os campos de batalha
Onde a morte de uns é a vida de outros.

Violência e mais violência…
Atrocidades e mais atrocidades…
Movem um ciclo
Completamente vicioso,
Sem princípio nem fim.

A agressividade perpétua
Marca os espíritos robotizados
Dos fazedores da Guerra!

Fazer Guerra para alcançar a Paz,
Dizem os mentores dos pseudo-projectos
De salvação da Humanidade.
Que grande ironia!
Que tremenda hipocrisia dos espíritos insanos!

A Guerra é o chamamento,
Sem fim,
Das mentes desejosas
De expulsar a agressividade,
Durante anos contida,
A violência,
Sempre reprimida,
Recalcada pelo convencional,
Pelo instituído,
Pelo “politicamente correcto”,
Nem sempre com fundamento
Válido visível.

Como queria ser Deus,
Todo-Poderoso,
O Deus que tudo pode,
Para aniquilar essa face negra
Do coração dos Homens!

Isabel Rosete
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