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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não quero que prantem a minha morte.
Odeio essas lágrimas mórbidas
Que nada significam.
Esses meros pedaços de nada
Das mentes
Que sempre me ultrajaram
E nunca me acudiram.

Glorifiquem, venerem…
Os Pensamentos que tive
E nunca escrevi.
Passados quarenta e dois anos,
Desta minha existência conturbada,
É o que vos peço.

Quantos erros não cometi?
Quantos, ainda, não irei cometer?
Sou a réplica perfeita de um alma que chora,
Por não ser compreendida.

Não tenho a paz perpétua.
Não deixo outros opúsculos.
Apenas, alguns pensamentos dispersos.

A quem os ler,
Resta encontrar a lógica,
O sentido de tantos retalhos e atalhos
Que, nem sempre, fui capaz de unir…
O timbre do tédio regista-se na minha mente,
Onde já não cabe mais um ínfimo resquício de esperança.
Como me revejo em Sócrates
E nessa ideia da Morte como um Bem,
Supremo!

Isabel Rosete
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