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quarta-feira, 12 de março de 2008

O Amor… I

Está na essência
De um destino
Traçado por encontros
E desencontros…

Move-se
Na corda bamba
Do equilibrista…

Tão frágil
Como as asas dos anjos…

Tão forte
Como as montanhas rochosas…

Tão intenso
Como as tempestades…

O Amor…

Corrói a alma
Invade as entranhas
Revoluciona-as
Sem digestão…

Percorre todo o corpo
Exalta-o
Enobrece-o
Subestima-o…

É um viandante
Devasta
Todas as moradas
Desprevenidas…

Vem…
Passa…
Vai…

Deixando
Longínquas pegadas
Impressas…

Qual fóssil
Em terreno desconhecido…

O Amor…

Também mata
Também dói…

Espelha
O inquietante composto
De alegria e de felicidade…

De exaltação
E De exuberância…

De nudez
E De pureza…

Do Tudo
E do Nada…

Isabel Rosete
6/08/07
23/02/08
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