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quarta-feira, 12 de março de 2008

O brilho de Apolo
Contra a lucidez dionisíaca…

Assim somos
Assim vivemos
Os dois lados expostos e inseparáveis,
Ocultos numa mesma existência

Com a harmonia das formas
Das cores e dos sons,
Com o esplendor do Belo
E a racionalidade dos instintos

A Lira de Apolo adormece
Os corações aflitos…

Emerge o sonho
As máscaras
Os véus
Que encobrem os rostos

A adivinhação
A divinidade da luz
A claridade do visível
A medida
A virtude

O mundo interior da imaginação
O princípio da individuação
As figuras de contornes precisos
Os limites da criação…

Diónisos
A exemplificação do imenso
Do enorme
Do excesso
Do hiperbólico

A grandiosidade
Do “crescendo”
De todo o acto de renovação,
O fluxo incessante da Vida

O sofrimento
O instintivo
O subterrâneo
O instintivo

A união umbilical
Com as entranhas da Terra,
A tragédia dos caminhos paralelos
E as contradições do humano

O êxtase da morte
E da ressurreição,
A infinitude libidinal
O férmito da embriaguez

O eterno retorno
Do cíclico imparável
Da vida e da morte,
O transe dos sentires…

Isabel Rosete
26/05/2007
15/01/2-08
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