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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não sei como Amar o outro!
É tudo tão fútil,
Tão vulgar,
Tão comum!

Procuro o in-habitual,
O outro lado das coisas,
Nem sempre virado para mim.
Só visto para além do visível.

Desejo o oculto,
O mordaz,
O irónico,
O sagaz,
A inteligência,
Que vê longe,
Que escuta os infra-sons,
Que olha o infinito,

Não sei como Amar o outro!
É tudo tão insensato,
Tão efémero,
Tão fugaz!

Procuro a eternidade
De cada momento,
A delicadeza
De cada gesto,

A sublimidade
De cada sorriso,
A beleza
De cada olhar.

Desejo a paz,
A serenidade,
O amor-próprio,
Na sua identidade e alteridade.

Busco o amor do outro
Na sua especificidade,
Pureza,
Realidade,
E autenticidade.

Porém,
Permaneço no vazio
Da solidão incógnita,
Sem o outro de mim.
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